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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Maria

Na beira do rio está maria
Sem descrição nem narração
cumpre a labuta
passa o pano na água
e esfrega com as mãos
como quem desejasse
lavar toda a imundice do mundo
- ou seria das pessoas?
mas isso nem importa para ela.
Precisa apenas concluir seu trabalho...
banhada pelo sol está estendida a pele morena
coarando no rio com sua beleza,
distante das histórias feéricas...
passa na água encardida o sabão preto
fabricado na sabueira das Marias
todas casadas mães donas de casa
areiam com bucha e suor as sujeiras
enxaguam enxugam enchem secam batem
as roupas estendidas no varal...
tão longo que começa no passado
e encerra no futuro.

2 comentários:

Monique Maia disse...

Não sabia do seu gosto pela escrita, estou lendo e estou amando seus textos ... parabéns!
bjos

Evelineh Moreira disse...

Gostei dessa poesia...
... Parabéns...